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Mostrando postagens com o rótulo John Locke

Filosofia Política - TEXTO - Ensaio Acerca do Entendimento Humano - Joh Locke

Ensaio acerca do entendimento humano – John Locke Livro II – Capítulo I – As ideias em geral e sua origem 1. A ideia é o objeto do pensamento. Todo homem tem consciência de que pensa, e que quando está pensando sua mente se ocupa de ideias. Por conseguinte, é indubitável que as mentes humanas têm várias ide i as, expressas, entre outras, pelos termos brancura, dureza, doçura, pensamento, movimento, homem, elefante, exército, embriaguez. Disso decorre a primeira questão a ser investigada: como elas são apreendidas? […] 2. Todas as ideias derivam da sensação ou da reflexão. Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel em branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideais; como ela será suprida? De onde lhe provém este vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia dos homens pintou nela com uma variedade quase infinita? De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso c...

Filosofia Política - John Locke - Textos complementares

A teoria liberal – A burguesia e a propriedade privada Marilena Chauí […] Para que o poder econômico da burguesia pudesse enfrentar o poder político dos reis e da nobreza, a burguesia precisava de uma teoria que lhe desse legitimidade tão grande ou maior do que o sangue e a hereditariedade davam à realeza e à nobreza. Em outras palavras, assim como o sangue e a hereditariedade davam à realeza e à nobreza um fundamento natural para o poder e o prestígio, a burguesia precisava de uma teoria que desse ao seu poder econômico também um fundamento natural, capaz de rivalizar com o poder político da realeza e o prestígio social da nobreza, e até mesmo suplantá-los. Essa teoria será a da propriedade privada como direito natural e sua primeira formulação coerente será feita pelo filósofo inglês John Locke no final do século XVII e início do século XVIII. Locke parte da definição do direito natural como direito à vida, à liberdade e aos bens necessários para a conservação de ambas. Es...

Filosofia Política - Estruturação do Texto: Segundo Tratado sobre o Governo. Capítulo V – Da propriedade John Locke

Segundo Tratado sobre o Governo. Capítulo V – Da propriedade John Locke Estruturação do Texto 1. A questão da propriedade privada § 25 1.1 . A razão natural diz que todos os homens têm direito a tudo que é necessário para a preservação de sua vida. 1.2. A Bíblia diz que Deus deu a terra a todos os homens. 1.3. Questão: se originalmente a terra é de todos, como teve origem a propriedade privada? 1.4. Tese que o autor pretende demonstrar: a propriedade é um direito natural e portanto não depende do consentimento dos membros da comunidade. 2 . Passagem da propriedade comum à propriedade privada §26 a 30 2.1. Deus deu taos homens a razão para que eles se apropriassem da natureza e extraíssem dela seus meios de sobrevivência §26 2.2. Cada homem é proprietário de sua pessoa; portanto, o trabalho do seu corpo lhe pertence §27 2.3. Ao retirar algo da natureza, o homem acrescenta ao objeto natural algo que lhe pertence (seu trabalho) e por isso o objeto torna...

Filosofia Política - Segundo Tratado sobre o Governo. Capítulo V – Da propriedade - John Locke - 3ºs Anos

25. Seja que consideramos a razão natural, que nos diz terem os homens, uma vez nascidos, direito à própria preservação, e, consequentemente, à comida e à bebida e a tudo quanto a natureza lhes fornece para a subsistência; seja que encaremos a revelação, que nos dá conta das concessões feitas do mundo por Deus a Adão, e a Noé e seus filhos; é muito claro que Deus, conforme diz o Rei Davi (Sl 113, 24), “deu a terra aos filhos dos homens”, concedendo-a em comum a todos os homens. Tal supondo, contudo, a alguns afigura-se muito difícil como é possível chegue alguém a ter propriedade de qualquer coisa. […] Todavia, esforçar-me-ei por mostrar que os homens podem chegar a ter uma propriedade em várias partes daquilo que Deus deu à humanidade em comum, e tal sem qualquer pacto expresso entre todos os membros da comunidade. 26. Deus, que deu o mundo aos homens em comum, também lhes deu a razão para que o utilizassem para maior proveito da vida e da própria convivência. Concedeu-se a terra...