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Mostrando postagens com o rótulo 3º EM

Filosofia Política - TEXTO - Ensaio Acerca do Entendimento Humano - Joh Locke

Ensaio acerca do entendimento humano – John Locke Livro II – Capítulo I – As ideias em geral e sua origem 1. A ideia é o objeto do pensamento. Todo homem tem consciência de que pensa, e que quando está pensando sua mente se ocupa de ideias. Por conseguinte, é indubitável que as mentes humanas têm várias ide i as, expressas, entre outras, pelos termos brancura, dureza, doçura, pensamento, movimento, homem, elefante, exército, embriaguez. Disso decorre a primeira questão a ser investigada: como elas são apreendidas? […] 2. Todas as ideias derivam da sensação ou da reflexão. Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel em branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer ideais; como ela será suprida? De onde lhe provém este vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia dos homens pintou nela com uma variedade quase infinita? De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência. Todo o nosso c...

Filosofia Política - Video - O Príncipe (Nicolau Maquiável)

Filosofia Política - Platão e Aristótles

Platão de Atenas (429-347 a.C.) “ Sócrates: - Observe agora, Glauco, disse eu, que não seremos injustos para com os filósofos que se formarem entre nós, e lhes diremos coisas justas ao obrigá-los a guardarem e cuidarem dos outros. Nós lhe diremos com efeito: '‘nas outras cidades, é natural que aqueles que se elevam até a filosofia não participem das vicissitudes da política, já que eles se formam por eles mesmos, à margem de seu governo respectivo; ora, quando se cresce por si mesmo, e sem dever sua nutrição a ninguém, é justo que não se queira reembolsá-la a quem quer que seja. Mas vocês, nós os formamos no interesse da cidade tanto quanto em seu próprio interesse, a fim de que se tornem o que os chefes e reis são nos enxames de abelhas; nós lhes demos uma educação mais perfeita e mais completa do que a dos filósofos estrangeiros, e nós os tornamos mais capazes do que eles para aliar a filosofia e a política. Vocês devem então, cada qual por sua vez, descer até a morada comum...

Filosofia Política - Karl Marx - Manifesto Comunista

I. Burgueses e proletários A história de todas as sociedades até hoje é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travando uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, outras aberta – uma guerra que sempre terminou ou com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com a destruição das classes em luta. Nas épocas anteriores da história encontramos, quase por toda parte, uma completa estruturação da sociedade em estados ou ordens sociais, uma múltipla gradação das posições sociais. Na Roma antiga, temos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média, senhores feudais, vassalos, mestres das corporações, aprendizes, servos e, além disso, gradações particulares no interior dessas classes. A sociedade burguesa moderna, que surgiu do declínio da sociedade feudal, não aboliu is antagonismos d...

Filosofia Política - John Locke - Textos complementares

A teoria liberal – A burguesia e a propriedade privada Marilena Chauí […] Para que o poder econômico da burguesia pudesse enfrentar o poder político dos reis e da nobreza, a burguesia precisava de uma teoria que lhe desse legitimidade tão grande ou maior do que o sangue e a hereditariedade davam à realeza e à nobreza. Em outras palavras, assim como o sangue e a hereditariedade davam à realeza e à nobreza um fundamento natural para o poder e o prestígio, a burguesia precisava de uma teoria que desse ao seu poder econômico também um fundamento natural, capaz de rivalizar com o poder político da realeza e o prestígio social da nobreza, e até mesmo suplantá-los. Essa teoria será a da propriedade privada como direito natural e sua primeira formulação coerente será feita pelo filósofo inglês John Locke no final do século XVII e início do século XVIII. Locke parte da definição do direito natural como direito à vida, à liberdade e aos bens necessários para a conservação de ambas. Es...

Filosofia Política - Estruturação do Texto: Segundo Tratado sobre o Governo. Capítulo V – Da propriedade John Locke

Segundo Tratado sobre o Governo. Capítulo V – Da propriedade John Locke Estruturação do Texto 1. A questão da propriedade privada § 25 1.1 . A razão natural diz que todos os homens têm direito a tudo que é necessário para a preservação de sua vida. 1.2. A Bíblia diz que Deus deu a terra a todos os homens. 1.3. Questão: se originalmente a terra é de todos, como teve origem a propriedade privada? 1.4. Tese que o autor pretende demonstrar: a propriedade é um direito natural e portanto não depende do consentimento dos membros da comunidade. 2 . Passagem da propriedade comum à propriedade privada §26 a 30 2.1. Deus deu taos homens a razão para que eles se apropriassem da natureza e extraíssem dela seus meios de sobrevivência §26 2.2. Cada homem é proprietário de sua pessoa; portanto, o trabalho do seu corpo lhe pertence §27 2.3. Ao retirar algo da natureza, o homem acrescenta ao objeto natural algo que lhe pertence (seu trabalho) e por isso o objeto torna...

Filosofia Política - Segundo Tratado sobre o Governo. Capítulo V – Da propriedade - John Locke - 3ºs Anos

25. Seja que consideramos a razão natural, que nos diz terem os homens, uma vez nascidos, direito à própria preservação, e, consequentemente, à comida e à bebida e a tudo quanto a natureza lhes fornece para a subsistência; seja que encaremos a revelação, que nos dá conta das concessões feitas do mundo por Deus a Adão, e a Noé e seus filhos; é muito claro que Deus, conforme diz o Rei Davi (Sl 113, 24), “deu a terra aos filhos dos homens”, concedendo-a em comum a todos os homens. Tal supondo, contudo, a alguns afigura-se muito difícil como é possível chegue alguém a ter propriedade de qualquer coisa. […] Todavia, esforçar-me-ei por mostrar que os homens podem chegar a ter uma propriedade em várias partes daquilo que Deus deu à humanidade em comum, e tal sem qualquer pacto expresso entre todos os membros da comunidade. 26. Deus, que deu o mundo aos homens em comum, também lhes deu a razão para que o utilizassem para maior proveito da vida e da própria convivência. Concedeu-se a terra...

Filosofia Política - 3ºs Anos - Thomas Hobbes

Thomas Hobbes (1588-1679) A única maneira de instituir um tal poder comum, capaz de defendê-los das invasões dos estrangeiros e das injúrias uns dos outros, garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que, mediante seu próprio labor e graças aos frutos da terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é conferir toda sua força e poder a um só homem, ou a uma assembleia de homens, que possa reduzir suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade. O que equivale a dizer: designar um homem ou uma assembleia de homens como representante de suas pessoas, considerando-se e reconhecendo-se cada um como autor de todos os atos que aquele que representa sua pessoa praticar ou levar a praticar, em tudo o que disser respeito à paz e segurança comuns; todos submetendo assim suas vontades à vontade do representante, e suas decisões a sua decisão. Isto é mais do que consentimento, ou concórdia, é uma verdadeira unidade de todos eles, numa só e mesma pessoa, realizada...