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Filosofia Política - Platão e Aristótles

Platão de Atenas (429-347 a.C.) “ Sócrates: - Observe agora, Glauco, disse eu, que não seremos injustos para com os filósofos que se formarem entre nós, e lhes diremos coisas justas ao obrigá-los a guardarem e cuidarem dos outros. Nós lhe diremos com efeito: '‘nas outras cidades, é natural que aqueles que se elevam até a filosofia não participem das vicissitudes da política, já que eles se formam por eles mesmos, à margem de seu governo respectivo; ora, quando se cresce por si mesmo, e sem dever sua nutrição a ninguém, é justo que não se queira reembolsá-la a quem quer que seja. Mas vocês, nós os formamos no interesse da cidade tanto quanto em seu próprio interesse, a fim de que se tornem o que os chefes e reis são nos enxames de abelhas; nós lhes demos uma educação mais perfeita e mais completa do que a dos filósofos estrangeiros, e nós os tornamos mais capazes do que eles para aliar a filosofia e a política. Vocês devem então, cada qual por sua vez, descer até a morada comum...

Introdução à Filosofia - Link: Apologia de Sócrates - Platão

http://www.revistaliteraria.com.br/plataoapologia.pdf

Filosofia Política - Karl Marx - Manifesto Comunista

I. Burgueses e proletários A história de todas as sociedades até hoje é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travando uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, outras aberta – uma guerra que sempre terminou ou com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com a destruição das classes em luta. Nas épocas anteriores da história encontramos, quase por toda parte, uma completa estruturação da sociedade em estados ou ordens sociais, uma múltipla gradação das posições sociais. Na Roma antiga, temos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média, senhores feudais, vassalos, mestres das corporações, aprendizes, servos e, além disso, gradações particulares no interior dessas classes. A sociedade burguesa moderna, que surgiu do declínio da sociedade feudal, não aboliu is antagonismos d...

Conhecimento e Ciência - Meditações Metafísicas - René Descartes

Meditações Metafísicas: Meditação Primeira e Meditação Segunda René Descartes Retirado de: DESCARTES, R. Meditações Metafísicas – Meditação Primeira e Meditação Segunda . Guinsburg, J. e Prado Jr., B. (trad.). Nova Cultural, São Paulo, 1987. (Coleção Os Pensadores ). Meditação Primeira Das coisas que se podem colocar em dúvida 1. Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas ciências. […] 2. Ora, não será necessário, para alcançar esse desígnio, provar que todas elas são falsas, o que talvez nunca levasse a cabo; mas, uma vez que a razão já me ...

Conhecimento e Ciência - Meditações Metafísicas - René Descartes

Meditações Metafísicas: Meditação Primeira e Meditação Segunda René Descartes Retirado de: DESCARTES, R. Meditações Metafísicas – Meditação Primeira e Meditação Segunda . Guinsburg, J. e Prado Jr., B. (trad.). Nova Cultural, São Paulo, 1987. (Coleção Os Pensadores ). Meditação Primeira Das coisas que se podem colocar em dúvida 1. Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto; de modo que me era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo de firme e de constante nas ciências. […] 2. Ora, não será necessário, para alcançar esse desígnio, provar que todas elas são falsas, o que talvez nunca levasse a cabo; mas, uma vez que a razão já me ...

Conhecimento e Ciência - O benefício da dúvida - FERREIRA GULLAR

O benefício da dúvida FERREIRA GULLAR Difícil é lidar com donos da verdade. Não há dúvida de que todos nós nos apoiamos em algumas certezas e temos opinião formada sobre determinados assuntos; é inevitável e necessário. Se somos, como creio que somos, seres culturais, vivemos num mundo que construímos a partir de nossas experiências e conhecimentos. Há aqueles que não chegam a formular claramente para si o que conhecem e sabem, mas há outros que, pelo contrário, têm opiniões formadas sobre tudo ou quase tudo. Até aí nada de mais; o problema é quando o cara se convence de que suas opiniões são as únicas verdadeiras e, portanto, incontestáveis. Se ele se defronta com outro imbuído da mesma certeza, arma-se um barraco. De qualquer maneira, se se trata de um indivíduo qualquer que se julga dono da verdade, a coisa não vai além de algumas discussões acaloradas, que podem até chegar a ofensas pessoais. O problema se agrava quando o dono da verdade tem lábia, carisma e se consid...